Pela Janela

Um ensaio sobre a solidão e a tristeza.

Estive uns dias pela Europa Central com um grupo de brasileiros, sempre alegres, animados, barulhentos e bagunceiros. Percebo janelas se abrindo, pessoas saindo e nada mais, não há sorrisos, não há alegria, não há. 

Um misto de tristeza, de desconforto, de solidão. Às vezes uma janela se abre e alguém se anima, um local? Não. Somente os imigrantes. Estes que se sentem de fora, muitas vezes excluídos, se vêem.

naiarapontes